A mais nova pousada em Diamantina

 
bela casa onde hoje se instala o Pouso da Chica já constava do primeiro mapa de construções do Arraial do Tejuco, em 1784. Não podemos afirmar que se trata da casa original, mas levantamentos feitos nos cartórios de Diamantina e Serro atribuem grande valor histórico a esta edificação.

Circulam pela cidade histórias que ganham feição de lenda justamente por sua antiguidade. Teria sido, em tempos remotos, um “lugar de leprosos” e, abandonada durante décadas, as pessoas tinham “medo de passar em frente” .
A última moradora, D. Sebastiana, é lembrada pela alquimia de suas ervas.

A casa possui peculiaridades arquitetônicas como a cimalha pintada com motivos de cornucópias, símbolo de abundância na mitologia grega, com abas marmorizadas, característica que só é encontrada em outras
duas únicas residências de Diamantina. Sua recuperação foi entregue ao restaurador John Splanger.

Outra raridade que encantou os técnicos do IPHAN é a originalidade das folhas das janelas do estar, que se fecham em guilhotina, poupando o espaço interno.
      


As obras de adaptação da velha edificação duraram três anos e exigiram cuidados especiais na preservação da originalidade do layout interno, no delicado manejo dos materiais de época e na pintura dos detalhes.
O projeto aproveitou toda a madeira existente na casa – portas, janelas, esteios e baldrames – manteve o desenho do piso original e reciclou as paredes de adobe.

Ao arquiteto Marco Antonio de Oliveira, coube a proeza de conseguir preservar a originalidade do imóvel, suprir as demandas do proprietário e as necessidades de uma pousada, com privacidade, beleza e conforto. Todo o trabalho foi executado sob orientação do IPHAN.

Os sete chalés no fundo do terreno foram imaginados de forma a preservar o quintal com mais de 22 espécies de frutas, de araçá a urucum, bananeiras e jabuticabeiras, que circundam a via de acesso aos apartamentos.